Powered By Blogger

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

COMENTÁRIO SOBRE "CARROÇA VAZIA"

Não poderia deixar de publicar esse pequeno texto "CARROÇA VAZIA" que recebi por e-mail de vários amigos. As reflexos populares que pululam pela internet são obras de uma consciência coletiva que vem se formando por meio da rede. É preciso estar atento para essa nova ordem de conhecimento. Será?
Especificamente sobre o texto (de sabedoria imensa), às vezes, em nosso cotidiano, encontramos muitas carroças vazias. O que me preocupa é se um dia, ou dias que virão, fui (ou serei) uma carroça vazia.

Carroça Vazia



CARROÇA VAZIA

Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

- Além do cantar dos pássaros, você esta ouvindo mais alguma coisa ?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

- Estou ouvindo um barulho de carroça.

- Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia.

Perguntei ao meu pai:

- Como pode saber que a carroça esta vazia, se ainda não a vimos ?

- Ora, - respondeu meu pai. - É muito fácil saber que uma carroça esta vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), ou tratando o próximo com grossura inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e, querendo demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo: 'Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz...'


Autor desconhecido.

SILÊNCIO

Parece-me que não há mais lugar nenhum onde se possa encontrar o silêncio. Espécie em extinção, um ambiente silencioso passa a ser uma ameaça para muitas pessoas.
 
Num mundo rápido e conturbado, incomodam ambientes e pessoas silenciosas. Essas pessoas, que cultivam a saudosa arte de ficar quietas, são tratadas como portadoras de distúrbios gravíssimos, o que as tornam perigosas para a manutenção do cotidiano, para a sociedade. Ou, de forma mais branda, um antipático, mal-educado, pretensioso. 

Além do mundo externo não suportar o silêncio, cada dia mais acredito que o mundo interno das pessoas também não suportam. E mais, acredito que o primeiro é reflexo fiel do segundo caso. E para não se encontrar sozinho com seu próprio interior, é necessário barulho.

Pegue exemplos bobos, como estar sentado, em silêncio, lendo um bom livro quando alguém, no afã de ser caridoso, cordial ou amoroso, vem blindar-nos com uma palavrinha amiga ou mais. Perguntar se o livro ou a leitura está proveitosa. E daí para outras palavrinhas não há obstáculo, chove assunto e escorre a paciência e a vontade de continuar lendo. Mesmo com um claro "hum hum" de enfadonho, o nosso amigo comunicativo prossegue em sua epopeia. Então o paraíso fenece. Se o leitor for uma pessoa educada e paciente, tentará tratar com a devida atenção e respeito ao interlocutor. Caso contrário, sabe lá Deus quantas reações grosseiras poderia se ter. Num elevador, duas pessoas e um silêncio gostoso onde os pensamentos podem trabalhar, apesar do barulhinho inconfundível da máquina. Mas para quebrar tal quietude, um assovio aparece não se sabe de onde e depois uma melodia e, quando se vê, o companheiro do lado está cantarolando e, chateado, reclama por que da demora de chegar ao andar. 

E se lá fora chove ou não. Se as flores que carrego é para a jovenzinha do quinto andar, se não me conhece de algum lugar distante na infância. Uma garota, em seu momento de descanso e relaxamento, senta num banquinho da praça, fecha os olhos, cabeça inclinada para o alto respira profundamente em busca dos aromas das flores próximas, muitos pensamentos se formam e ela procura organizá-lo para ponderar um por um. Mas percebe-se vigiada e num repente ouve. "Olá, tudo bem? O que anda fazendo por aqui?

É quase insuportável as inúmeras vezes em que se pretende aproveitar um momento de silêncio para poder se encontrar e aparece uma alma caridosa para nós tirar da solidão. Minha teoria é que as pessoas não só tem medo de solidão, mas isso virou uma histeria. Os ruídos, barulhos, sons, gritarias, conversas, discussões - e outros tantos - são as armas de uma sociedade moderna para fugir de si própria e não entrar em contato com a própria consciência.

Vai que ela queira repreender o cidadão por um determinado ato que fez questão de (tentar) esquecer. Talvez, fugir do silêncio é fugir do julgamento moral que nos fazemos constantemente.

O silêncio pode ser um indicativo de culpa? Não! De reflexão. Vivemos num mundo onde ninguém quer refletir. E claro, para usufruir da arte de reflexão é necessário entrar em contato direto com seu eu interior, indagar, repensar, criar e discutir internamente. Para isso é necessário silêncio. Já tentou refletir com alguém do seu lado assoviando hino esportivo? Não dá. Ler numa sala onde o companheiro gosta de mostrar seus dotes artísticos musicais ou sua retórica não dá.

No mais, continuo procurando um lugarzinho, escondido e silencioso onde eu e eu possamos nos encontrar. Espero que esse ninho não seja o túmulo, porque lá já não quero mais refletir, já não quero mais pensar. Somente dormir.

Professor Valdir Lopes

terça-feira, 23 de junho de 2009

MUNDO EM PERIGO


Crianças, acordem... acordem
Vejam o que está acontecendo
Nossos rios, nossas matas
Estão desaparecendo.

Sulcos na terra, erosão.
Queimadas... destruição...
Afeta o mundo inteiro.
Sem nem uma distinção.

Se não tomarmos cuidado
E agirmos bem depressa
Adeus rios, nascentes e lagos
Adeus animais e florestas

Unam-se e gritem
Para o mundo poder ouvir
Protejam a fauna e a flora
Se não... vai deixar de
Existir.

Professora Maria Helena (4ª E)

Professora aposentada da E.M.E.f. Gabriel José Martins - Barbosa (SP) - 2016

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO?

Se é jovem, não tem experiência,
se é velho, está superado;
se não tem carro, é um coitado,
se tem carro, chora de "barriga cheia";
se fala em voz alta, grita,
se fala em tom normal, ninguém ouve;
se não falta as aulas, é um tontinho,
se falta, é um "turista",
se conversa com outros professores,está falando mal dos alunos,
se não conversa é um desligado;
se dá a matéria toda, não tem dó dos alunos,
se não dá a matéria, não prepara os estudantes;
se não brinca, é um chato,
se chama a atenção, é um autoritário;
se o teste da avaliação é longo,não dá tempo,
se o teste de avaliação é curto,tira a chance dos alunos;
se escreve muito, não explica,
se explica muito, o caderno não tem nada;
se fala corretamente, ninguém entende,
se fala a "língua" do aluno,não tem vocabulário;
se o aluno é reprovado, foi perseguição,
se o aluno é aprovado o professor facilitou.
É verdade, o professor está sempre errado!
Mas se você conseguiu ler até aqui,agradeça ele!

Ps: recebemos esse texto por e-mail. Desconhecemos a autoria. Se você sabe quem escreveu, por favor, nos informe.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

MESTRE PAULO FREIRE


"Como presença consciente no mundo não posso escapar à responsabilidade ética no meu mover-me no mundo. Se sou puro produto da determinação genética ou cultural ou de classe, sou irresponsável pelo que faço no mover-me no mundo e se careço de responsabilidade não posso falar em ética. Isto não significa negar os condicionamentos genéticos, culturais, sociais a que estamos submetidos. Significa reconhecer que somos seres condicionados mas não determinados. Reconhecer que a História é tempo de possibilidade e não de determinismo, que o futuro, permita-se-me reiterar, é problemático e não inexorável." - PEDAGOGIA DA AUTONOMIA, Saberes necessários à prática educativa, pg. 21


Paulo Freire

O PRIMEIRO CONTATO

Bem vindos à nave Educação. Esse é o nosso primeiro contato de muitos que, a partir de hoje, serão postados frequentemente. Meu objetivo é contribuir para a formação, informação e divulgação de projetos educacionais, posturas e estudos que contribuam para o melhor desenvolvimento pedagógico. Sou professor efetivo da escola E.M.E.F. Gabriel José Martins, da cidade de Barbosa, interior do Estado de São Paulo. Também trabalho como professor eventual da Secretaria do Estado de São Paulo. Como educador, minha preocupação é, e sempre será, a busca de alternativas salutares para a Educação Brasileira. Proporcionar reflexões e divulgar minhas concepções construídas por meio de minhas leituras e vivências. A pauta sempre será a Educação, para todos os Brasileiros que desejam a melhoria de nossa sociedade e o desenvolvimento de nosso país. Defesa pela democracia nas instituições educacionais e autonomia da comunidade escolar. Espero com isso contribuir para formar uma sociedade mais justa, igualitária, onde todos possam ter a oportunidade de desenvolver suas potencialidades, com dignidade e autonomia.